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Brasil

História Natural

Publicado: Terça, 24 de Janeiro de 2017, 13h02 | Última atualização em Quinta, 01 de Fevereiro de 2018, 11h13

  • Cláudia Beatriz Heynemann
    Pesquisadora do Arquivo Nacional
    Doutora em História Social - UFRJ


    Tradução literal da historia naturalis de Plínio, a expressão "história natural" aparece em francês na segunda metade do século XVI, sendo difícil defini-la como disciplina autônoma. O termo história não deve se confundido com uma abordagem diacrônica, não sugere temporalidade, devendo ser compreendido, ainda que não exclusivamente, como descrição dos corpos naturais. Para a Encyclopédie a história natural é parte, com as histórias sacra, eclesiástica, civil, antiga e moderna, da Memória, que, com a Razão e a Imaginação compõem o Entendimento humano.

    No setecentos iluminista a história será filosófica, com seus pressupostos universais e racionalistas, em compasso com a física newtoniana. Filosóficas eram também as viagens empreendidas com esse mesmo espírito e que, simultaneamente, viriam desestabilizar a certeza de um mundo de regularidades, com toda uma literatura reveladora da multiplicidade de culturas e sociedades, consumidas com avidez pelo público europeu. A descrição da natureza oferecia então, por meio de desenhos e relatos, um dos capítulos dessas viagens que, diferentemente daquelas empreendidas no Renascimento, não constituíam peregrinação e sim o inventário do mundo natural.

    As ciências da natureza dominam o século XVIII. Um de seus pressupostos é, sem dúvida, o da necessidade utilitária, sobretudo no ramo da botânica, o que caminha em conjunto com a necessidade de acumular conhecimento e classificar. Extrai-se da natureza as leis da natureza. Não mais os princípios abstratos, mas uma ciência concreta, cujo método, predominantemente indutivo, é o da observação, da experiência, das tentativas de classificação, avançando, cada vez mais, em um acréscimo assombroso de espécies, detalhes, descobertas, "a vida, a vida imensa, destrói as noções que dela se possuía", diz Paul Hazard.

    A possibilidade de reformar as sociedades, através de uma pedagogia das Luzes, de um aprimoramento pelo conhecimento, pela Razão, inseria-se na perspectiva da ciência moderna, incidindo sobre os homens e o meio físico, atuando sobre o mundo, diretamente, a partir do método experimental. O universalismo iluminista integrava os portugueses ao mundo civilizado, e, uma das tarefas desse projeto era o inventário da natureza física da colônia, onde a história natural, como história da natureza, é a sua própria história.

    Classificar e ordenar torna-se então imperioso. É o mundo dos gabinetes de história natural, dos jardins botânicos, das coleções, das viagens. Não mais o espaço do "maravilhoso", dos animais mitológicos. O que surpreende é exatamente a própria natureza e suas leis e o maravilhoso, nesse caso, vem dos relatos de outros continentes e ainda, daquilo que se encontra ao alcance da mão: o microscópio revela todo um universo a ser penetrado, ampliando formas vivas. As maravilhas da natureza, do "pequeno mundo" do botânico, do entomologista e do colecionador de pedras, fazem com que o verdadeiro interesse se desloque então para a delicada estrutura dos insetos, ou para as alterações observadas em espécies vegetais.

    A história natural, o conhecimento extensivo da natureza, estruturado em sistemas, nomenclatura ou descrição, encontra um lugar relevante no programa reformista pombalino, quando a reforma das instituições e o pacto colonial reafirmado promovem a sua valorização em academias, jardins, gabinetes, expedições. No plano mais evidente, atendia-se ao critério de utilidade da natureza, correspondendo às teses fisiocratas, ao pragmatismo que norteará os modernos na sociedade portuguesa desde o final do seiscentos. Podemos também considerar que mais que isso, o estudo e as práticas relativas à história natural estabelecem nexos entre a história de Portugal e da colônia na época moderna e traçam um outro tempo e geografia para a América portuguesa.

    Parte dessa cartografia das viagens pelo interior do continente foi empreendida na viagem filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira, médico e naturalista nascido na Bahia em 1756, formado na Universidade de Coimbra reformada. Entre 1783 e 1792 ele viajou pelas capitanias do Grão-Pará, Rio Negro, Mato Grosso e Cuiabá, participando de um projeto do governo português, especialmente o Ministério da Marinha e Domínios Ultramarinos, que incluiu o envio de outros naturalistas a Cabo Verde, Angola e Moçambique. Ferreira contou nessa difícil expedição com uma pequena equipe que incluía riscadores (desenhistas), um naturalista e um jardineiro. Em sua passagem pela capitania do Pará, procedeu a remessa de animais e plantas para a metrópole, formando coleções que seriam analisadas e conservadas no Gabinete e Museu de História Natural da Ajuda. Alguns registros dessas atividades estão nos códices da correspondência dos governadores do Pará com a Corte, reunidos no fundo Negócios de Portugal do Arquivo Nacional. Essa série contempla, de modo geral, as diversas iniciativas que se desenvolveram na capitania, no âmbito da história natural. Assim, sob as ordens de d. Francisco de Souza Coutinho, a capitania do Pará foi, nesse sentido, estratégica para a história natural na colônia, sediando o único jardim botânico, que de fato funcionou no período colonial, chamado Horto São José, a partir de 1796, recebendo instruções para aclimatação de plantas indígenas, especiarias e plantas exóticas à região. A iniciativa de criação de jardins botânicos na colônia obedeceu ao enunciado básico da aclimatação de plantas exóticas – indígenas ou, de modo geral, estrangeiras ao Brasil, oriundas também de outras colônias, com o objetivo de implementação de sua cultura aqui ou de sua remessa para Portugal, como se depreende das inúmeras instruções que da metrópole se dirigem aos governos das capitanias.

    De Caiena eram recolhidas a canela, pimenta, cravo da índia e árvores frutíferas e da capitania seguiam animais quadrúpedes, pássaros, vivos ou mortos, tal como as sementes e plantas que iam secas ou em viveiros para a Metrópole. Elas carregavam muitas expectativas dos europeus depositadas no Novo Mundo como foi o caso da árvore da fruta-pão, esperança para a fome dos povos. Ou ainda a quina, cinchona officinalis, uma planta medicinal cuja aceitação, na Faculdade de Medicina de Paris do século XVII, como escreveu Jacques Roger, representou, em conjunto com outras teorias, como a da circulação do sangue, acompanhar "passo a passo os modernos". Comportavam, igualmente essas plantas, a possibilidade de responder aos enganos no Oriente, ao lugar periférico que se teria concedido à América portuguesa na versão dos ilustrados do Setecentos.

    No desenvolvimento da história natural moderna a botânica seria propedêutica, quer pela maior facilidade na formação de coleções vivas ou secas, quer pelas possibilidades oferecidas pela anatomia vegetal na construção de um sistema classificatório. Também no "reino animal" promoveu-se um colecionismo significativo. Muitas remessas mesclaram os reinos da natureza e diversas coleções de pássaros, quadrúpedes, peixes e outros animais alimentaram os gabinetes de história natural, quando empalhados ou conservados em álcool, enquanto uma grande quantidade de pássaros foi incorporada aos viveiros das reais quintas, compondo, com as folhas de parreiras, o cenário da Corte, em que iriam figurar aqueles capturados pela expedição de Alexandre Rodrigues Ferreira; um gavião-real, um mutum, dois jacuzes e trinta e sete periquitos. Curiosidade, raridade: esses critérios, talvez, mais do que nas coleções botânicas, foram fundamentais. Atravessando as determinações declaradamente científicas, a curiosidade, "paixão de possuir coisas raras" , como definia a Academia francesa no século XVII, foi dominante entre as autoridades coloniais e seus pares na Europa.
    Significando, ao mesmo tempo, uma releitura da expansão e da colonização, sobretudo na América portuguesa, a história natural materializava-se naqueles objetos que deviam ser vistos e que eram, assim, exibidos nos estabelecimentos científicos, nas quintas, jardins e viveiros reais.

    A pesquisa sobre história natural e outros temas correlatos no acervo do Arquivo Nacional é extremamente profícua, especialmente a que versa sobre as remessas e formação de coleções de história natural na colônia, por meio da correspondência entre autoridades, sobretudo da Secretaria de Estado do Brasil. Mas não só: memórias de ilustrados luso-brasileiros como o do códice 807; códices da Inconfidência mineira; documentos da Junta da Fazenda da província de São Paulo; da Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, das séries Guerra e Interior, do fundo Negócios de Portugal que trazem descrições e experiências com sementes e plantas, referências à nomenclatura e ao sistema de classificação de Lineu, listas de animais transportados em navios, formas de conservação, acondicionamento e disposição das remessas e coleções preparadas, publicações sobre a história natural e toda uma escrita que descreve o intenso movimento de produção de uma nova paisagem na colônia.

  • Termo de bem viver assinado por Venâncio Fagundes do Amaral, no qual se compromete a tratar bem e respeitar sua mulher Francisca.

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte
    Notação: Códice 99, volume 5
    Datas-limite: 1784
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 89
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do governador da capitania do Pará, Martinho de Sousa e Albuquerque a Martinho de Melo e Castro, ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos na qual relata a necessidade da permanência, por mais um mês, dos naturalistas que estão na capitania a fim de investigar as causas dos problemas da cultura de sementes de linho-cânhamo e tomar as devidas providências para solucioná-los.
    Data do documento: 23 de março de 1784
    Local: Pará
    Folha (s):documentos: 99

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte. Cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 8
    Datas-limite: 1787-1787
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de Martinho de Souza e Albuquerque, Governador da Capitania do Pará, endereçada a Martinho de Melo e Castro, Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, comunicando o envio de caixotes com produtos naturais e cobras, os quais foram separados pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira.
    Data do documento: 31 de Janeiro de 1787
    Local: Pará
    Folha (s):documento 40

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 21
    Datas-limite: 1800
    Título do fundo ou coleção: Negócio de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Aviso de d. Francisco de Souza Coutinho, governador e capitão general do Grão-Pará para d. Rodrigo de Souza Coutinho, comentando o aviso nº 6 "que respeita as inoculações das bexigas e a Ordem com a intimação também do governo interino de Rio Negro, onde aquela peste tem feito extraordinários estragos". Sobre o aviso de nº 7 pede para se informar ao príncipe regente d. João " as remessas da casca, madeira e folhas de que aqui descobriram o uso os gentios carajás, e se efetuaram já com as de outros produtos naturais ".
    Data do documento: 4 de Janeiro de 1800
    Local: Pará
    Folha (s): documento 1 a 6

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 22
    Datas-limite: 1801
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de d. Francisco de Souza Coutinho, governador do Grão-Pará para o visconde de Annadia informando que o sargento de pedestres Manoel José d’Alcantra confiscara uma escuna americana e com ela conseguiu realizar a primeira viagem pelo canal que vai de Belém do Pará até Gurupá através do Rio Amazonas. Na expedição passou-se também pelas vilas de Santarém e Monte Alegre e por Macapá.
    Data do documento: 10 de Dezembro de 1801
    Local: Pará
    Folha (s): 223 e 223v.

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume19
    Datas-limite: 1798
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do governador do Pará d. Francisco de Souza Coutinho ao ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos d. Rodrigo de Souza Coutinho. Diz o governador do Pará não ser preciso o envio de nove plantas de canela que receberia, por ordens régias. Propõe que sejam remetidas para outras capitanias, pois a capitania do Pará já possui mais de 40 plantas de canela, muitas obtidas da viagem a Caiena que teve o objetivo de recolher espécies.
    Data do documento: 27 de fevereiro de 1798
    Local: Pará
    Folha (s): documento 79

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 18
    Datas-limite: 1798
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História Natural
    Ementa: Carta do governador do Pará d. Francisco de Souza Coutinho ao ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos d. Rodrigo de Souza Coutinho. Informa que o agente enviado por ele a Caiena para recolher espécies de plantas "cravo da índia, canela, pimenta e diversas árvores frutíferas", cumpriu a missão e foi mandado novamente a Caiena para que possa conseguir todos os tipos de plantas que lá existir.
    Data do documento: 09 de dezembro de 1797
    Local: Pará
    Folha (s): documentos 391 e 391v.


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 22
    Datas-limite: 1801
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Cópia de uma carta de Caetano Pinto de Miranda Montenegro a d. Francisco de Souza Coutinho, governador do Grão-Pará comunicando o envio de um caixote com as primeiras amostras de casca, ramos e frutos de quina, cujo nome científico talvez fosse Cinchona Officinlis, descoberta nas serras de São Jerônimo.
    Data do documento: 30 de Junho de 1800
    Local: Cuiabá
    Folha (s): 8 e 8v.


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 21
    Datas-limite: 1800
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do encarregado do Horto Botânico, Lourenço José Correa, comunicando a chegada de oito plantas de Morus Papyrifera (quatro plantas vivas e quatro mortas) ao Horto Botânico, o progresso da plantação, além do plantio das sementes de pinheiro da variedade escocesa e das pinhas de cedro do Líbano "nas diferentes conjunções da Lua, e em diferentes terrenos".
    Data do documento: 20 de Junho de 1800
    Local: Pará
    Folha (s): documento 72


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 19
    Datas-limite: 1798
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do governador do Pará d. Francisco de Souza Coutinho ao ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos d. Rodrigo de Souza Coutinho em resposta à Carta Régia de 4 de novembro de 1796 que determina "o estabelecimento de viveiros e da educação das plantas" em terreno onde antes funcionava o convento de S. José. Além das especiarias solicitadas na Carta Régia, o governador mandou que fossem plantadas plantas indígenas por essas não serem ainda cultivadas pelos lavradores. Segue em anexo mapa com todas as plantas e quantidades que estavam sendo cultivadas no terreno do convento, no Palácio de governo e em terras particulares.
    Data do documento: 30 de março de 1798
    Local: Pará
    Folha (s): documentos 98, 99 e 100


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 19
    Datas-limite: 1798
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de d. Francisco de Souza Coutinho, governador do Grão-Pará a Julio Antônio Martins, juiz ordinário da Vila da Vigia comunicando o envio de uma expedição para apurar a denúncia de existência de minas de ouro clandestinas na dita vila. A carta recomenda que devem ser feitos todos as experiências e exames necessários e os resultados remetidos juntamente com amostras das terras. Adverte que tudo deve ser feito em sigilo e que, havendo ouro, as minas sejam demarcadas.
    Data do documento: 13 de janeiro de 1798
    Local: Pará
    Folha (s): folha 119


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 9
    Datas-limite: 1788-1788
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de Martinho de Souza e Albuquerque, governador do Pará, a Martinho de Melo e Castro, secretário dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, tratando da relação das plantas do Pará destinadas ao Real Gabinete de História Natural de Lisboa.
    Data do documento: 24 de Março de 1788
    Local: Pará
    Folha (s): documentos 32 a 34

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, vol. 10
    Datas-limite: 1789-1789
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: carta de Luís Pereira da Cunha para Martinho de Melo e Castro, governador do Pará, informando o envio para o Real Gabinete Português, de uma caixa de produtos naturais já secos, um barril com animais quadrúpedes e répteis, além de caixas contendo plantas vivas.
    Data do documento: 5 de Agosto de 1789
    Local: Pará
    Folha (s): documento 163


    Conjunto documental: Correspondência Original dos governadores do Pará com a Corte
    Notação: Códice 99, volume 5
    Datas-limite: 1784
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: carta do governador da Capitania do Pará, Martinho de Sousa e Albuquerque ao ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos, Martinho de Mello e Castro, residente em Lisboa. A carta acompanha uma remessa de animais silvestres, como macacos, periquitos, araras e papagaios capturados na região dos rios Negro e Solimões. Os animais foram capturados pela expedição orientada pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira.
    Data do documento: 25 de dezembro de 1784
    Local: Pará
    Folha (s): 370, 370v e 371

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte
    Notação: Códice 99, volume 07
    Datas-limite: 1786
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de Martinho de Sousa e Albuquerque, governador da capitania do Pará a Martinho de Melo e Castro, ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos. A carta acompanha uma remessa de aves oriundas da região do Rio Negro embarcadas no navio Minerva e São Macário rumo a Lisboa. As aves (um gavião-real, um mutum, dois jacuzes e trinta e sete periquitos) teriam como destino as quintas reais.
    Data do documento: 17 de março de 1786
    Local: Pará
    Folha (s): 25 e 26


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte
    Notação: Códice 99, volume 07
    Datas-limite: 1786
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História Natural
    Ementa: carta de Martinho de Sousa e Albuquerque, governador da capitania do Pará a Martinho de Melo e Castro, Ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos acompanhando uma remessa de animais que o Governador da Capitania do Rio Negro, João Pereira Caldas mandava para as quintas reais de Lisboa. Os animais são: um macaco cayará, dois macacos-prego, dois jacuzes, um mutum e uma paca.
    Data do documento: 15 de abril de 1786
    Local: Pará
    Folha (s): 57 e 58


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte
    Notação: Códice 99, volume 7
    Datas-limite: 1786
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de Martinho de Sousa e Albuquerque, governador da capitania do Pará a Martinho de Melo e Castro, ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos relatando que João Pereira Caldas, governador da capitania do Rio Negro lhe havia remetido diversos volumes de autoria do naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira, referentes as suas pesquisas na capitania do Rio Negro. Os ditos volumes estavam sendo enviados a Lisboa a bordo do navio S. Francisco Providência, sob os cuidados do capitão Manuel Antônio.
    Data do documento: 12 de julho de 1786
    Local: Pará
    Folha (s): 145


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte
    Notação: Códice 99, volume 07
    Datas-limite: 1786
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: carta de Martinho de Sousa e Albuquerque, governador da capitania do Pará a Martinho de Melo e Castro, ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos noticiando o envio de pássaros e outros animais a bordo da charrua S. Sebastião, a cargo do capitão Francisco Vaz de Carvalho. Os animais haviam sido remetidos do Rio Negro pelo governador João Pereira Caldas. Martinho de Sousa e Albuquerque envia também uma carta que lhe havia sido remetida pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira, juntamente com quatro caixotes e dois barris com produtos naturais recolhidos no Rio Branco.
    Data do documento: 25 de setembro de 1786
    Local: Pará
    Folha (s): 242, 242v e 243.


    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a corte, cartas e anexos
    Notação: Códice 99, volume 20
    Microfilme: 042-97.
    Datas-limite: 1798-1799.
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: ofício expedido por d. Rodrigo de Souza Coutinho, relatando as condições do Horto Botânico do Pará, no que diz respeito ao cultivo desenvolvimento e variedade de mudas e sugerindo a aquisição de terras para a ampliação do mesmo horto.
    Data do documento: 2 de fevereiro de 1799
    Local: Pará
    Folha (s): 31v.

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a Corte
    Notação: Códice 99, volume 07
    Datas-limite: 1786
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: carta de Martinho de Sousa e Albuquerque, governador da capitania do Pará a Martinho de Melo e Castro, ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos. A carta acompanha uma remessa de aves embarcadas no navio N. Sra. da Conceição rumo a Lisboa. As aves (um jaburu, um quati, duas saracuras, um pavão e um mutum) teriam como destino as quintas reais.
    Data do documento: 17 de janeiro de 1786
    Local: Pará
    Folha (s): 4 e 5


    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o Vice-Reinado
    Notação: Códice 67, volume 26
    Datas-limite: 1800-1801
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do príncipe regente dom João ao vice-rei e capitão-general de mar e terra do Estado do Brasil, dom Fernando José de Portugal, pedindo um aperfeiçoamento e ampliação das culturas da capitania do Rio de Janeiro, recomendando tais culturas como "pimenta, canela, árvore de pão, cravo da Índia, e das outras especiarias, a do linho de cânhamo, e o cacto de Cochonilha, para cujo efeito muito pode contribuir a ereção de um econômico jardim botânico(...), imitação do que mandei estabelecer na capitania do Pará,(...) debaixo de princípios, e com inteligência, como os ingleses e franceses praticam nas Antilhas, e com também agora se observa no Pará".
    Data do documento: 8 de Julho de 1800
    Local: Palácio de Queluz
    Folha (s): 1v a 16

    Conjunto documental: Coleção de memórias e outros documentos sobre vários objetos
    Notação: Códice 807, volume 7
    Datas-limite: 1719-1883
    Título do fundo ou coleção: Diversos códices SDH
    Código do fundo: NP
    Argumento de pesquisa: História Natural
    Ementa: Ensaio analítico e comparativo escrito por Francisco da Cunha Magalhães, Primeiro Boticário do Hospital Real Militar. Nesse trabalho são analisadas a quina rubra brasiliense e a quina rubra peruviana, por meio dos conhecimentos histórico, físico e químico. Concluindo que a casca indígena brasileira não deve ser usada para fins medicinais como é utilizada a quina peruviana (antitérmica). Entretanto, não elimina completamente a possibilidade da casca indígena possuir propriedades medicinais em outras matérias.
    Data do documento: 01 de julho de 1817
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 173 a 178


    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o Vice-Reinado
    Notação: Códice 67, volume 26
    Datas-limite: 1800-1801
    Título do fundo ou coleção: Secretaria do Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do príncipe regente d. João para o vice-rei do Brasil, d. Fernando José de Portugal, comunicando as ordens régias a serem seguidas na colônia, como os artigos que tratam da "conservação das matas, das madeiras, e paus de construção (...)." Ainda segundo a Carta, " deverá ser vosso maior cuidado, o zelar a propriedade exclusiva, que a Real Coroa tem sobre todas as matas, e arvoredos, a borda das costas, e dos rios, que desembocam imediatamente no mar, fazendo demarcar em toda a extensão da capitania, os lugares da costa, ou dos rios que se acham as ditas matas; levantando-se mapas dos mesmos sítios, com as mais circunstanciadas informações".
    Data do documento: 21 de Março de 1800
    Local: Palácio de Queluz
    Folha (s): 12v e 13

    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o Vice-Reinado
    Notação: Códice 67, volume 26
    Datas-limite: 1800-1801
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Cópia de uma representação escrita pelo sargento mor de milícias Lázaro Cardoso Amado que foi encaminhada ao vice-rei do Brasil d. Fernando José de Portugal por d. Rodrigo de Souza Coutinho. A carta do Sr. Lázaro Cardoso dá informações a respeito da povoação e fertilidade da região de Campos dos Goitacazes. O clima é descrito como "benigno e temperado, e sem contradição o mais fértil de toda a América portuguesa". Comprova isso através do excelente desenvolvimento das plantações de cana de açúcar, da existência de muitas espécies de árvores cuja madeira poderia ser utilizada em construções e de cochonilha.
    Data do documento: 15 de Julho de 1800
    Local: Palácio de Queluz
    Folha (s): 17 a 21v.


    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o Vice-Reinado
    Notação: Códice 67, volume 26
    Datas-limite: 1800-1801
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do mestre da ribeira Agostinho (José Caetano de Lima) e de Diogo de Toledo Lara Ordonhes para o vice-rei e capitão general de mar e terra do Estado do Brasil, conde de Resende, em 31 de Julho de 1800, no Rio de Janeiro. Comentam a proibição, em nome do vice-rei, do corte da árvore de Paroba, próximo ao rio do Porto das Caixas(seu homônimo) que deságua no rio Macacú pois "principiavam as árvores a encher-se de seiva ou suco vegetante com que brotavam e floresciam (em agosto), o que era de péssimas conseqüências para as madeiras de construção".
    Data do documento: 31 de Julho de 1800
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 74 e 74v.


    Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
    Notação: Caixa 731, pct. 02
    Datas-limite: 1755-1863
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Catálogo de gêneros naturais do Brasil e de outras colônias portuguesas ainda não comercializados pelo Reino. Os gêneros encontram-se divididos em seis agrupamentos: reino animal; reino vegetal; aromas (especiarias); plantas medicinais; óleos, bálsamos, resinas e gomas; reino mineral. Segundo o autor do catálogo, alguns produtos precisam ter seus usos mais profundamente investigados para serem comercializados em larga escala, enquanto outros já poderiam estar sendo exportados, devido ao fato de não necessitarem de beneficiamento.
    Data do documento: s.d.
    Local: s.l.
    Folha (s): documento 27


    Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
    Notação: Caixa 731, pct. 02
    Datas-limite: 1755-1863
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Catálogo de livros, folhetos e demais impressos liberados pela Mesa do Desembargo do Paço para a Real Biblioteca do Príncipe Regente d. João. Na listagem encontram-se, dentre muitas outras, as seguintes publicações de História Natural: História Natural dos elementos; História Natural dos minerais; Agricultura; Botânica; História Geral dos animais; História das plantas, árvores e flores de diferentes países.
    Data do documento: s.d.
    Local: s.l.
    Folha (s): Documento 53


    Conjunto documental: Secretaria de Estado do Ministério do Reino
    Notação: Caixa 731, pct. 02
    Datas-limite: 1755-1863
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: memórias extraídas do Ensaio filosofico e Politico sobre as Ilhas de Cabo Verde de autoria do naturalista João da Silva Rego, encarregado do serviço régio. O documento relata características topográficas e climáticas, a qualidade do terreno e também os animais, vegetais e minerais encontrados nas Ilhas.
    Data do documento: Julho de 1797
    Local: s.l.
    Folha (s): Documento 59

    Conjunto documental: Registro da correspondência do vice-reinado com diversas autoridades
    Notação: Códice 70, vol. 24
    Datas-limite: 1803-1804
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História Natural
    Ementa: Carta de d. Fernando José de Portugal, 2º marquês de Aguiar e vice-rei do Brasil ao coronel de milícias João Aires da Gama notificando haver recebido as sementes de plantas nativas ("bravas") e d. Fernando aguarda uma nova remessa e recomenda que as sementes sejam separadas e classificadas para o envio, que deve ser feito com as sementes acondicionadas em sacos de areia.
    Data do documento: 6 de Abril de 1803
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 8 e 8v.


    Conjunto documental: Registro dos ofícios expedidos da Real Junta do Comércio
    Notação: Códice 47, vol. 01
    Datas-limite: 1811-1816
    Título do fundo ou coleção: Junta do Comércio, Agricultura, Fábrica e Navegação
    Código do fundo: 7X
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Provisão do príncipe regente d. João VI ao juiz da Alfândega do Rio de Janeiro para que dê despacho de várias sementes de plantas e volume de livros sobre botânica que vieram de Lisboa. Destaca a importância da questão, e que as sementes foram mandadas para que se propagassem no Brasil e também a sua útil cultura. Segue uma lista dos livros e sementes que vieram de Lisboa para uso da Real Junta do Comércio.
    Data do documento: 06 de março de 1815
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 180, 180v e 181

    Conjunto documental: Registro dos ofícios expedidos da Real Junta do Comércio
    Notação: Códice 47, vol. 01
    Datas-limite: 1811-1816
    Título do fundo ou coleção: Junta do Comércio, Agricultura, Fábrica e Navegação
    Código do fundo: 7X
    Argumento de pesquisa: História Natural
    Ementa: Provisão do príncipe regente d. João VI a José Pedro Cezar, conhecedor dos produtos naturais, morador da capitania de Piauí, autorizando-o a fazer descobertas de sementes de plantas úteis, óleos e rezinas na mesma capitania. Ordena que envie à Real Junta do Comércio no Rio de Janeiro, todas as sementes das plantas que puderem ser obtidas e descobertas na capitania do Piauí que forem desconhecidas na Corte; juntamente com sua descrição, e como se realiza sua plantação e sua cultura. E que sejam enviados, também, pequenas amostras de minérios.
    Data do documento: 16 de novembro de 1812
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 47 a 48

    Conjunto documental: Correspondência do vice-reinado para a Corte
    Notação: Códice 68, volume 15
    Datas-limite: 1799-1799
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: carta do conde de Rezende, vice-rei do Estado do Brasil, a d. Rodrigo de Souza Coutinho, remetendo as amostras dos três diferentes modos de beneficiamento da cochonilha: "o primeiro, deixando-se pedra-ume na tinta, que se extraí do inseto pisado; o segundo, pisando-se e coando-se do mesmo modo a substância do inseto, mas não se lhe juntando pedra-ume, e o terceiro, torrando-se o inseto, como de ordinário se pratica". Recomenda-se também a convocação de boticários para examinar e arbitrar os preços da cochonilha, conforme a sua qualidade.
    Data do documento: 26 de Setembro de 1799
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 230

    Conjunto documental: Correspondência do vice-rei para a Corte
    Notação: Códice 68, vol. 15
    Datas-limite: 1799-1799
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Cópia da carta de João Vasques de Oliveira Silva Guimarães a um destinatário desconhecido (provavelmente funcionário do vice-rei, conde de Rezende) comunicando o cumprimento da ordem de distribuição de plantações de linho cânhamo entre três agricultores. As sementes haviam sido plantadas em terra preparada com barro vermelho, areia e massapê, conforme instruções dadas ao agricultores, mas esses ainda não haviam obtido sucesso nas culturas. João Vasques acreditava que isso se devia ao fato de o clima do Brasil, muito quente, era impróprio para o cultivo de tal espécie, típica de climas mais frios.
    Data do documento: 29 de abril de 1799
    Local: Cabuçu (Rio de Janeiro)
    Folha (s): 28 e 29

    Conjunto documental: Correspondência do vice-reinado para a Corte
    Notação: Códice 68, vol. 15
    Datas-limite: 1799-1799
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História Natural
    Ementa: Carta do vice-rei do Brasil, conde de Rezende, para d. Rodrigo de Souza Coutinho, afirmando a natureza própria do Brasil para a cultura do cânhamo através de alguns dados como: a proporção da quantidade de sementes em relação a colheita do ano pretérito, o crescimento da planta que vem produzindo admiravelmente, a facilidade da produção de linho, o clima favorável, além da desejada generalização dessa cultura, através da abundância de sementes reservadas para o ano futuro no mesmo terreno.
    Data do documento: 9 de Dezembro de 1799
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 301

    Conjunto documental: Registro da correspondência do vice-reinado com diversas autoridades
    Notação: Códice 69, volume 11
    Datas-limite: 1801-1802
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Ofício de d. Fernando José de Portugal a d. Rodrigo de Souza Coutinho da Secretaria de Estado, informando que fez distribuir as sementes da "madeira de Teca, de Puna e de outra árvore interessante", vindas da Índia, que recebeu da Secretaria de Estado, conforme o ofício de 30 de dezembro do ano anterior. Informa também, que recomendou as pessoas que receberam as sementes que o deixassem a par do "resultado desta experiência".
    Data do documento: 26 de abril de 1802
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 85v.

    Conjunto documental: Registro da correspondência do vice-reinado com diversas autoridades
    Notação: Códice 69, volume 11
    Datas-limite: 1801-1802
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Registro do ofício de d. Fernando José de Portugal, vice-rei do Brasil a d. Rodrigo de Sousa Coutinho, ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos comunicando que fizera distribuir as sementes de madeira de Teca, de Puna e de "outra árvore interessante" provenientes da Índia. As diversas pessoas que as receberam deveriam "vivamente" semeá-las e cultivá-las, deixando o vice-rei a par do "resultado dessa experiência".
    Data do documento: 14 de novembro de 1801
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 12v. e 13

    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
    Notação: Códice 67, volume 8
    Datas-limite: 1780-1780
    Título do fundo ou coleção: Secretaria do Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Requerimento destinado à rainha de Portugal da parte do boticário naturalista Capitão José Joaquim de Paiva, que solicita o direito de administrar o Horto Botânico da Academia Natural e Médica. O horto funcionava nas cercas do antigo colégio jesuítico do Rio de Janeiro e, apesar de possuir importantes espécies, como a cochonilha, encontrava-se completamente abandonado. O boticário desejava revitalizá-lo, pedindo para isso doze mil e oitocentos réis ao governo régio.
    Data do documento: 1778
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 72 e 72v.

    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-reinado
    Notação: Códice 67, volume 8
    Datas-limite: 1780-1780
    Título do fundo ou coleção: Secretaria do Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: informação do Escrivão Antônio Machado Freire que diz que assim que os padres jesuítas foram expulsos do Colégio Jesuíta do Rio de Janeiro, o terreno, do qual o horto também faz parte, foi arrendado a José Teixeira por trinta e dois mil reis por ano, tendo o mesmo cumprido o acordo por alguns anos.
    Data do documento: 12 de dezembro de 1778
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 72v.

    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o Vice-Reinado
    Notação: Códice 67, volume 8
    Datas-limite: 1780-1780
    Título do fundo ou coleção: Secretaria do Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: resposta do desembargador procurador da Fazenda ao pedido de um botânico naturalista que desejava ser responsável de parte da cerca do extinto Colégio jesuíta para que assim, o horto botânico fosse novamente cultivado. O desembargador afirma que caso o suplicante pagasse a quantia de trinta e dois mil reis por ano, a mesma que José Teixeira pagou para arrendar o terreno, o boticário poderia tomar posse do mesmo para que dessa forma a cultura da cochonilha e de outras plantas fosse conservada. Desse modo, o suplicante seria intitulado inspetor do Horto Botânico.
    Data do documento: 16 de janeiro de 1779
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 73 e 73v.

    Conjunto documental: Correspondência da Corte com o vice-rei
    Notação: Códice 67, volume 26
    Datas-limite: 1800-1801
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Cópia de uma carta do sargento mor de milícias de Mato Grosso, Lázaro Cardoso Amado para d. Rodrigo de Souza Coutinho, enviada para o vice-rei d. Fernando José de Portugal, com o intuito de conferir as informações a respeito da povoação e fertilidade dos Campos de Goitacazes. Em 15 de Julho de 1800, do Palácio de Queluz. Segundo Lázaro Cardoso Amado, "o terreno da maior parte das capitanias do Brasil, limita-se tão somente a certas produções, porém o dos Campos [dos Goitacazes] parece ter sido formado, pelo autor da Natureza(...). Lá se criam além da cana-de-açúcar, imensa quantidade de parobas, tapinhoãns, e iarumbebas; aquelas contribuem com madeiras de construção e estas com a célebre cochonilha; a qual (...) pode chegar a constituir um considerável artigo de comércio".
    Data do documento: 15 de julho de 1800
    Local: Palácio de Queluz (Lisboa)
    Folha (s): 17 e18

    Conjunto documental: Registro da correspondência do Vice-Reinado para a Corte
    Notação: Códice 69, volume 9
    Datas-limite: 1799-1799
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de Pesquisa: História Natural
    Ementa: Carta do conde de Rezende, José Luís de Castro, a d. Rodrigo de Souza Coutinho informando sobre a experiência do cultivo do linho cânhamo. Foram realizadas repetidas tentativas através de sementes vindas do Rio Grande, distribuídas por várias pessoas, juntamente com as instruções para o plantio e a colheita. Enfatiza que apesar de algumas experiências não terem dado certo está convencido da possibilidade de sua cultura porque "a qualidade deste clima análoga a de outros, onde se cultiva o cânhamo, nele será a natureza igualmente liberal". Fala da experiência positiva no Horto Botânico do Rio de Janeiro, onde o linho cresceu até 13 palmos e se recolheu em alqueire de sementes. Envia uma amostra "da filaça que se beneficiou no Horto".
    Data do documento: 21 de maio de 1799
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 34v., 35 e 36

    Conjunto documental: Registro da correspondência do Vice-Reinado para a Corte
    Notação: Códice 69, volume 9
    Datas-limite: 1799-1799
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do conde de Rezende, José Luís de Castro, à d. Rodrigo de Souza Coutinho informando da eficácia da cultura da cochonilha. E que devido a sua proposta da compra ser feita totalmente pela Fazenda Real arbitrando-se o preço de acordo com a qualidade, os "moradores estão beneficiando os arbustos antigos" e ainda realizando novas plantações. Faz a descrição dos três diferentes métodos de beneficiamento da cochonilha, remetendo as amostras dos resultados obtidos em três papéis. Fala da convocação de boticários para averiguarem a qualidade da cochonilha para estipular o respectivo preço.
    Data do documento: 26 de setembro de 1799
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 101v a 102v.

    Conjunto documental: Registro da correspondência do Vice-Reinado para a Corte
    Notação: Códice 69, volume 9
    Datas-limite: 1799-1799
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de Manoel Antunes de Azevedo Coutinho, tenente e coronel do regimento de milícias de Sapacurá, ao conde de Rezende. Tendo sido incumbido de realizar "descobrimentos e raridades de produção da terra" declara ter descoberto "no caminho dos Campos de Goitacazes" uma escavação onde se extraem pedras férreas. Informa precisamente a localização geográfica, envia amostras para serem examinadas e adianta a necessidade de "algum trabalho profundo com instrumentos próprios de minerar e trabalhadores hábeis".
    Data do documento: 7 de maio de 1799
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 160

    Conjunto documental: Registro da correspondência do Vice-Reinado para a Corte
    Notação: Códice 69, volume 4
    Datas-limite: 1790-1801
    Título do fundo ou coleção: Secretaria de Estado do Brasil
    Código do fundo: 86
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do conde de Rezende, d. José Luis de Castro, ao senhor Martinho de Melo e Castro, onde informa sobre o envio de um caixote contendo borboletas e demais insetos, através do navio S. Joaquim Augusto, para o porto de Lisboa.
    Data do documento: 25 de novembro de 1793
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): folha 51

    Conjunto documental: Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
    Notação: IJJ1 758
    Datas-limite: 1808-1808
    Título do fundo ou coleção: Série Interior
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Registro da provisão de d. Francisco de Lemos de Faria Pereira Coutinho, bispo e reitor da Universidade de Coimbra ao doutor Luiz Antonio da Costa Barradas, graduado na Universidade e naturalista. De acordo com a Carta Régia de 27 de junho de 1806 o doutor Luiz Barradas foi nomeado para uma viagem filosófica à capitania de Pernambuco, devido a sua riqueza natural, para que forme "uma coleção completa de produtos dos três reinos da natureza", especialmente as plantas úteis para a medicina e artes. Contém na íntegra a carta régia que expõe a necessidade das viagens feitas por naturalistas para analisarem as produções naturais nos seus lugares de origem podendo enviá-las à Universidade com descrições detalhadas para que possam ser "ordenadas metodicamente" para "poderem servir completamente aos fins da Instrução Pública".
    Data do documento: 28 de julho de 1808
    Local: Rio de Janeiro
    Folha (s): 19 a 21v.

    Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
    Notação: Caixa 746, pct. 01
    Título do fundo ou coleção: Vice-Reinado
    Datas-limite: 1700-1808
    Código do Fundo: D9
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do visconde de Anadia para o vice-rei do Estado do Brasil, d. Fernando José de Portugal, em 28 de Novembro de 1804, avisando sobre o naturalista Lieber que passará do Pará para a capitania do Rio de Janeiro, comissionado pelo conde de Hoffmansegg, correspondente de Brunswick, com o intuito de completar a coleção de várias plantas e outras produções naturais. Além do pedido régio ao vice-rei, "que Vossa Excelência lhe dê o necessário auxílio e lhe facilite os convenientes meios para que ele possa preencher o objeto da sua comissão; não lhe embaraçando, que lhe possa passar dessa capitania para outra qualquer, quando ele julgar conveniente".
    Data do documento: 28 de Novembro de 1804
    Local: Samora Correa
    Folha(s): número 139, cx. 828

    Conjunto documental: Registro de avisos e ofícios da Corte. Livro 1º da Corte
    Notação: IJJ1 155
    Título do Fundo ou Coleção: Série Interior
    Datas-limite: 1808-1809
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do Conde de Aguiar para o Conde de Linhares onde informa que as sementes de linho cânhamo vindas da Inglaterra foram distribuídas para diversas áreas, entre as quais: Rio Grande de São Pedro, Santa Catarina, Fazenda de Santa Cruz, chácara Real e Lagoa de Freitas, em resposta de um aviso anterior de D. Rodrigo.
    Data do documento: 11 de abril de 1809
    Local: Rio de Janeiro
    Folha(s): folha 241

    Conjunto documental: Registro de avisos e ofícios da Corte. Livro 1º da Corte
    Notação: IJJ1 155
    Título do Fundo ou Coleção: Série Interior
    Datas-limite: 1808-1809
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do Conde de Aguiar para o Conde de Linhares onde informa sobre o envio de sete saquinhos de sementes de diversas plantas, remetidas da Inglaterra, para que sejam usadas como desejar, na Lagoa de Freitas.
    Data do documento: 30 de março de 1809.
    Local: Rio de Janeiro
    Folha(s): folha 237 v.

    Conjunto documental: Registro de avisos e ofícios da Corte. Livro 1º da Corte
    Notação: IJJ1 155
    Título do fundo ou coleção: Série Interior
    Datas-limite: 1808-1809
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de D. Fernando José de Portugal para o Desembargador Jacinto Manoel de Oliveira sobre o requerimento de José Luis Mendes, que fora despejado de seus imóveis, os quais lhes serviam de moradia e também estava estabelecida uma botica. D. Fernando enfatiza que a botica é de benefício para o público e por isso, o requerimento deve ser analisado com cuidado.
    Data do documento: 05 de junho de 1808.
    Local: Rio de Janeiro
    Folha(s): folha 58v. e 59

    Conjunto documental: Registro de avisos e ofícios da Corte. Livro 1º da Corte
    Notação: IJJ1 155
    Título do fundo ou coleção: Série Interior
    Datas-limite: 1808-1809
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de d. Fernando José de Portugal para o juiz e ouvidor da Alfândega, José Antonio Ribeiro Freire, informando sobre a Ordem Real para que todas as drogas medicinais nacionais ou estrangeiras que passarem pela alfândega do Rio de Janeiro, sejam examinadas pelo Cirurgião-Mor dos exércitos, visando a aquisição dos que melhor atenderem ao Real Serviço.
    Data do documento: 13 de maio de 1808
    Local: Rio de Janeiro
    Folha(s): folha 39

    Conjunto documental: Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
    Notação: IJJ 1 758
    Título do fundo ou coleção: Série Interior
    Datas-limite: 1808-1808
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de d. Rodrigo de Souza Coutinho à d. Fernando José de Portugal. Informa que tendo de representar à SAR o partido que convinha tirar das terras da lagoa Rodrigo de Freitas, resolveu pela tentativa de ensaiar uma plantação de várias árvores da Ásia. Pede que d. Fernando escreva ao conde de Sarzedas, vice-rei da Índia, assim como já havia feito por ordem de SAR, solicitando urgência no envio das sementes e mudas das plantas e especiarias asiáticas.
    Data do documento: 18 de novembro de 1808
    Local: Palácio do Rio de Janeiro
    Folha(s): 31 e 31v.

    Conjunto documental: Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da guerra
    Notação: IJJ 1 758
    Título do fundo ou coleção: Série Interior
    Datas-limite: 1808-1808
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta de D. Rodrigo de Souza Coutinho ao Conde de Sarzedas, vice-rei da Índia. Diz que Sua Alteza Real ordena que faça remeter para o Brasil sementes e pequenas árvores de tecca. Cita os nomes de pessoas e locais com os quais poderá conseguir as sementes, e explica com detalhes o método pelo qual elas devem ser enviadas. Dá uma lista das plantas que Sua Alteza Real quer transplantar para o Brasil, entre elas: canela de Ceilão, cardamono, árvores de sândalo, cravo e noz moscada.
    Data do documento: 12 de novembro de 1808
    Local: Palácio do Rio de Janeiro
    Folha(s): 32 e 32v.


    Conjunto documental: Avisos e ofícios. Ministério dos Negócios Estrangeiros e da Guerra
    Notação: IJJ 1 758
    Título do fundo ou coleção: Série Interior
    Datas-limite: 1808-1808
    Código do fundo: A6
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do governador do Piauí, Carlos Cézar Bulamarqui, à d. Rodrigo de Souza Coutinho. Descreve a capitania em todos os seus aspectos, procurado mostrar as vantagens que ela oferece. Fala sobre a abundância de rios navegáveis, das boas terras para a lavoura que possibilitam o cultivo "de todos os gêneros do país, e talvez de alguns da Europa", dos muitos "minerais que são descobertos ao acaso". Minerais de utilidade como: "ferro, salitre, pedra-ume e cristal mineral. Discursa também sobre a abundância de ervas, raízes, sementes, rezinas e gomas medicinais", das quais muitas experiências têm verificado as suas virtudes".
    Data do documento: 13 de abril de 1808
    Local: Oeiras do Piauí
    Folha(s): 13 a 15


    Conjunto documental: Capitania do Rio de Janeiro
    Notação: Caixa 746, pct.01
    Título do fundo ou coleção: Vice-Reinado
    Datas-limite: 1700-1808
    Código do fundo: D9
    Argumento de pesquisa: História natural
    Ementa: Carta do vice-rei do Brasil, conde de Rezende, para a rainha Maria I, em 9 de Maio de 1798, no Rio de Janeiro, informando o progresso da cultura caneleira no Rio de Janeiro e a consulta de um especialista pelo Senado. Além de enviar "uma caixinha com seis amostras da canela do Rio de Janeiro com dois ramos de caneleira preparados, que continham folhas, flor e fruto. Tendo inserido um papel intitulado: "observações sobre a canela do Rio de Janeiro". Contendo ainda, amostra da canela da Índia; para efeito de comparação com o tipo brasileiro.
    Data do documento: 09 de Maio de 1798
    Local: Rio de Janeiro
    Folha(s): doc.34, c.833

  • Espécies da Fauna Brasileira

    Carta dirigida ao ministro de Estado da Marinha e dos Negócios Ultramarinos Martinho de Melo e Castro, informando, entre outros assuntos, sobre uma remessa de animais silvestres capturados nas regiões dos rios Negro e Solimões, por efeito da expedição orientada pelo naturalista Alexandre Rodrigues Ferreira. Este documento indica o interesse, no período, por algumas espécies da fauna brasileira.

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a corte
    Notação: códice 99, v. 05
    Datas-limite: 1784
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História Natural
    Data do documento:  24 de dezembro de 1784
    Local: Pará
    Folhas: 370 a 371
     

    "Pará, 24 de Dezembro de 1784
    Ilmo Exmo Senhor
    Na relação junta verá a v. sª patente, a remessa, que nesta ocasião envia Luiz Pereira da Cunha, por efeito da comissão, que o dr. Alexandre Rodrigues Ferreira1 lhe deixou encarregada (...).
    Também lhe entrego e com o Illº. nome de v. sª. uma saca de cacau2, um paneiro de café3 e um barril de arroz4. Também na presente ocasião vão as aduelas e madeiras que se poderão embarcar das que v. sª. ultimamente encomendou para a Fundição. (...)
    Relação dos animais que remeteu do rio Negro5 o capitão-general João Pereira Caldas para serem dirigidos para a forte de v. sª. a entregar em casa de Illmo. exmo. snr. Martinho de Mello e Castro6, e agora vão neste navio a guia proposto a partir, e são os seguintes.
    32 periquitos do Rio Negro pintados de amarelo
    3 patos
    2 mutuns
    1 arara encarnada
    1 papagaio7 de cabeça amarela
    1 dito do sertão de testa encarnada"


    1 Naturalista baiano, nascido em Salvador em 1756. Foi nomeado “o primeiro naturalista português” por d. Maria I.  Por dez anos, chefiou a Viagem Filosófica pela Amazônia e Centro Oeste – única expedição deste tipo financiada pela metrópole –  percorrendo mais de quarenta mil quilômetros, tendo produzido centenas de documentos importantes para a história do país. Seus trabalhos não chegaram a ser publicados no período, mas foram de grande relevância para o conhecimento daquela região. Faleceu em 1815.
    2 Theobroma cacao - espécie nativa da floresta tropical úmida americana, encontrado inicialmente nas nascentes dos rios Amazonas e Orinoco. Em 1746, as sementes de cacau foram levadas para Bahia e doadas a Antônio Dias Ribeiro. Ali, foi iniciado seu cultivo agrícola, que se tornou muito importante para a economia da região. Entre o mais famoso produto do cacau figura o chocolate, proveniente da prensagem, moedura e mistura a outros ingredientes, como o leite e o açúcar.
    3 Planta da família das rubiáceas, nativa das montanhas etíopes, onde era consumido em pasta. Na Árabia do Sul,  foi introduzido o costume de se torrar os grãos do café e acrescentar água fervente ao pó,  produzindo assim uma bebida quente. No Brasil, esta cultura foi introduzida por Francisco de Melo Palheta, após sua expedição à Guiana na década de 1720. Desenvolvido inicialmente com importância secundária, tem seu auge no século XIX, movimentando até setenta por cento do volume de exportações do Império Brasileiro.
    4 Planta de origem asiática, é o principal alimento e a primeira planta cultivada na Ásia. As referências mais antigas ao arroz são encontradas na literatura chinesa e indiana, que datam cerca de 5000 anos. O Brasil foi a primeira região americana a cultivar esse cereal no continente, com uma espécie indígena tupi: "milho d'água" (abati-uaupé) No final do século XVI, lavouras arrozeiras já ocupavam terras na Bahia e, por volta de 1745, no Maranhão. A Coroa Portuguesa autorizou, em 1766, a instalação na cidade do Rio de Janeiro da primeira descascadora de arroz no Brasil, impulsionando a prática da orizicultura no Brasil.
    5 Importante rio fluvial amazônico, em cujas margens se formaram diversas  populações ribeirinhas. Constituía-se uma região de atividade extrativista, em que se destacam o comércio de resinas, óleos vegetais e produtos corantes.
    6 Ministro da Marinha e dos Negócios Ultramarinos entre 1770 e 1795.
    7 Ave típica da fauna brasileira. No século XVI, devido a grande concentração desta espécie no litoral brasileiro, estas terras eram chamadas pelos europeus de “terra dos papagaios”.

    Sugestões de uso em sala de aula:
    Utilização(ões) possível(is):
    - Ao trabalhar o tema transversal “meio ambiente”  

    Ao tratar dos seguintes conteúdos:
    - Economia colonial
    - Brasil colonial: riquezas naturais e seu comércio 

    Horto do Pará

    Carta do encarregado do Horto botânico do Pará, capitão Lourenço José Correa, comunicando o recebimento de espécies de plantas e dando informações sobre os progressos dos cultivos que ali estavam sendo realizados. Dessa forma, o documento revela à introdução e cultivo de  espécies interessantes para o comércio no período, bem como as técnicas utilizadas na atividade agrícola.

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a corte, cartas  anexos
    Notação: Códice 99, volume 21
    Datas-limite: 1800
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Data do documento: 20 de junho de 1800
    Local: Pará
    Folhas:  documento 72

    “Ill.mo e Ex.mo Senhor
    Em observância da portaria de V. Ex.a datada em 6 de maio deste ano ponho na respeitável presença de V. Ex.a o seguinte. Que no dia 8 do dito mês e ano, recebi no Horto Botânico1 vindo de bordo da charrua2 de sua alteza real3, denominada Augusta de que é comandante o capitão tenente Manoel da Silva Thomás, um caixão com 8 plantas de Morus Papyrifera, das quais só chegaram quatro vivas, e quatro mortas que logo fiz plantar com todo o cuidado, e se conservam vigorosas, e todas rebentadas de novo, que pelo pouco tempo da sua plantação admira o progresso que tem feito.
    Que igualmente fiz fazer a plantação das sementes de pinheiro da variedade escocesa, e das pinhas de cedro do Líbano4 nas diferentes conjunções da Lua5, e em diferentes terrenos mas ainda não nasceram.
    Pará6 20 de Junho de 1800.
    capitão Lourenço José Correa de Carvalho como encarregado da inspeção do Horto Botânico.”

    1 Em 1796, foi criado o primeiro jardim botânico na colônia, instalado em Belém na capitania do Pará, seu nome era horto público de São José.  Criado para servir de modelo “a todos os outros que  viessem a se constituir na América Portuguesa”, o jardim botânico destinava-se ao cultivo e adaptação de árvores exóticas e plantas medicinais indígenas, obedecendo à perspectiva utilitarista da Ilustração luso-brasileira que visava à exploração das potencialidades da colônia. A partir da vinda da corte para o Brasil (1808), houve um incentivo a criação deste tipo de estabelecimento, entre os quais pode-se citar o Horto Real, no Rio de Janeiro, em 1810 e o real jardim de plantas de Olinda.
    2 Navio-transporte de três mastros, dotado de um grande porão, mas com baixa capacidade para armamentos.  Foi  muito usado no século XVIII, e em parte do XIX, em substituição a Urca (típica embarcação portuguesa do século XVII, de dois ou três mastros e com velas redondas ou latinas).
    3 Trata-se de d. João VI (1767-1826), rei de Portugal, Brasil e Algarves.  Filho de d. Maria I e d. Pedro III, assumiu a regência do Reino em 1792, no impedimento da mãe que foi considerada louca.  Foi sob o governo do então Príncipe Regente D. João, que Portugal enfrentou sérios problemas com a França de Napoleão Bonaparte, sendo invadido pelos exércitos franceses em 1807.  Como decorrência da invasão francesa em Portugal, a família real e corte lisboeta partiram para o Brasil em novembro daquele ano, aportando em salvado em janeiro de 1808. Dentre as medidas tomadas por d. João em relação ao Brasil estão:  a abertura dos portos às nações amigas; liberação para criação de manufaturas; criação do Banco do Brasil; fundação da biblioteca real; criação de escolas e academias, e uma série de outros estabelecimentos dedicados ao ensino e à pesquisa, representando um  importante fomento para o cenário cultural e social brasileiro. Em 1821, o então d. João VI, retornou com a corte para Portugal, deixando seu filho d. Pedro  como regente. Deu-se, ainda, sob o seu governo, em 1825, o reconhecimento da independência do Brasil.
    4 Nome comum de diversas árvores coníferas, cuja madeira é muito empregada na carpintaria. O mais conhecido é o cedro-do-líbano (cedrus libani), dotado de uma “copa poderosa” e de uma longevidade calculada em 2000 anos. Devido a sua resistência é considerado pelos libaneses um símbolo de força, sendo o ícone que ilustra a bandeira do país.
    5 A expressão refere-se a um hábito milenar de cultivo das plantas seguindo as mudanças da lua, pois acreditava-se que as condições da natureza (de solo, clima, umidade) seriam diferentes em cada fase da lua (nova, crescente, cheia e minguante).
    6 Província do Brasil situada entre as atuais regiões do Amazonas e de Roraima. Sua fundação reporta-se a instalação do Forte do Presépio (1616), fruto da preocupação da coroa portuguesa em evitar a penetração  de corsários, sobretudo franceses, em seus domínios pelo rio Amazonas. Esse forte deu origem a cidade de Belém, capital do atual Estado do Pará. Foi através dessa província que, na década de 1720, foi introduzido o café no Brasil. 

    Sugestões de uso em sala de aula:
    Utilização(ões) possível(is):
    - No eixo temático do ensino fundamental do 3º Ciclo “História das relações sociais da cultura e do trabalho”
    - Ao trabalhar o tema transversal “meio ambiente”  

    Ao tratar dos seguintes conteúdos:
    - Economia colonial
    - Práticas sociais e do trabalho
    - Brasil colonial: riquezas naturais e seu comércio  

    Plantas Nativas

    Carta do governador do Pará, d. Francisco de Souza Coutinho, ao ministro e secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, d. Rodrigo de Souza Coutinho, em resposta à Carta Régia de 04 de novembro de 1796.  Por esta carta de lei, o Príncipe Regente d. João determinava  “o estabelecimento de viveiros e a educação das plantas” em terreno onde antes funcionava o convento de São José. Além das especiarias mandadas cultivar na Carta Régia, o governador da capitania sugeriu que também fossem cultivadas plantas indígenas. Segue em anexo, um resumo do mapa das plantas e quantidades que estavam sendo cultivadas na região. 

    Conjunto documental: Correspondência original dos governadores do Pará com a corte, cartas e anexos
    Notação: códice 99, vol. 19
    Datas-limite: 1798
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo:59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Data do documento: 30 de março de 1798
    Local: Pará
    Folha(s): 98 a 100

    Leia esse documento na íntegra

    “Ilustríssimo e excelentíssimo senhor
    Junto ao edifício, que algum dia foi o convento com a invocação de S. José1, mandei limpar, e preparar uma extensão de terreno de 50 braças2 ... para o estabelecimento de viveiros, e da educação de plantas, que sua majestade3 foi servida determinar pela carta régia4 de 4 de novembro de 1796. A direção deste trabalho incumbi ao francês Grenoullier ... por ter sido em Caiena5 encarregado d’outros semelhantes .... Poucos meses depois faleceu ele de um ataque de hidropezia6, deixando porém já disposto o terreno, e algumas plantas das que anteriormente tinham vindo. ... quase todo trabalho correu pelo capitão do regimento da cidade Marcelino José Cordeiro,  por quem vai assinada a inclusa relação das plantas já dispostas no sobredito terreno. Por esta relação verá V. Exª que eu me alarguei do que prescreviam as ordens de sua majestade ..., pois se sua majestade quer fazer despesas com a educação de plantas estranhas em viveiros para promover a cultura delas nos seus reais Domínios, por força de maior razão parece conforme às suas Reais Intenções, que a um mesmo tempo se promovam a das indígenas, que não se cultivam ainda, e cujos produtos se vão avulsamente procurar pelos matos. .... Deus guarde a V. Exª. Pará7 30 de março de 1798. Ilmo. e Exmo. Snr. d. Rodrigo de Souza Coutinho8. De Francisco de Souza Coutinho 9.”

    Especiarias 10 Transplantadas de Caiena

    Cravo da Índia11 (Giroffe), Canela da Índia12, Pimentas do País13

    Indígenas a domesticar
    Cravo da terra chamado do Maranhão, Paziri grosso, Paziri miúdo ou casca preciosa14

    Outras ÁrvoresTransplantadas de Caiena
    Árvores de pão15, Guina de Suriname, Canas de açúcar16

    De Frutas
    Abricoti de S. Domingos, Jacas, Mangas, Sapotite, Abacates, Cajús, Maracujás, Beringelas

    Indígenas a domesticar e promover à cultura
    Erva santa, Anil17, Cacau18, Café19, Gengibre20, Salsa parrilha21, Baunilha22

    De Frutas
    Tamarindos, Beribáz

    De uso em construções
    Angelim, Maçaranduba,  Merajuba, Sucupira

    1 O convento de São José foi construído pelos religiosos da Ordem da Conceição da Beira do Minho em 1706. No final do século XVIII, seu prédio foi adaptado para o estabelecimento de um viveiro de plantas que buscava os conhecimentos necessários para reprodução de espécies vegetais lucrativas para a Coroa. Atualmente, localiza-se no centro histórico de Belém e teve o prédio inteiramente recuperado para acomodar um espaço cultural e econômico: o São José Liberto, Centro de Referência Joalheiro e Artesanato.  
    2 Antiga unidade de medida equivalente a dez palmos, ou seja, 2,2cm. Cada palmo vale 22cm.
    3 Trata-se de d. João VI (1767-1826), rei de Portugal, Brasil e Algarves.  Filho de d. Maria I e d. Pedro III, assumiu a regência do Reino em 1792, no impedimento da mãe que foi considerada louca.  Foi sob o governo do então Príncipe Regente d. João, que Portugal enfrentou sérios problemas com a França de Napoleão Bonaparte, sendo invadido pelos exércitos franceses em 1807.  Como decorrência da invasão francesa em Portugal, a família real e corte lisboeta partiram para o Brasil em novembro daquele ano, aportando em salvado em janeiro de 1808. Dentre as medidas tomadas por d. João em relação ao Brasil estão:  a abertura dos portos às nações amigas; liberação para criação de manufaturas; criação do Banco do Brasil; fundação da biblioteca real; criação de escolas e academias, e uma série de outros estabelecimentos dedicados ao ensino e à pesquisa, representando um  importante fomento para o cenário cultural e social brasileiro. Em 1821, o então d. João VI, retornou com a corte para Portugal, deixando seu filho d. Pedro como regente. Deu-se, ainda, sob o seu governo, em 1825, o reconhecimento da independência do Brasil.
    4 Carta expedida pelo soberano que possui valor legal de uma ordem legislativa.
    5 Capital da Guiana Francesa, situada entre a antiga Guiana Holandesa e o Brasil. Em 1809, Caiena foi ocupada pelos portugueses e a colônia francesa de além-mar  anexada aos seus domínios. Essa atitude do Príncipe Regente d. João foi uma resposta a invasão francesa sofrida por Portugal dois anos antes. Em 1814, com a derrota de Napoleão, a posse da colônia voltou a ser reivindicada pelo governo francês, agora sob o domínio de Luís XVIII. Como os termos da proposta francesa não foram aceitos por d. João, a questão passou a ser discutida pelo Congresso de Viena, no ano seguinte. Nessas conversações a França concordou em recuar os limites de sua Colônia até a divisa proposta pelo Governo português. Entretanto, somente em 1817, os portugueses deixaram Caiena com a assinatura de um convênio entre a França e o novo Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Embora apenas por alguns anos, a conquista de Caiena, permitiu aos portugueses o aproveitamento, na capitania do Grão-Pará de certas plantas raras importadas pelos franceses para o rico celeiro organizado, sob a denominação de La Gabrielle, que veio beneficiar a agricultura brasileira em particular a cana caiena.
    6 Acumulação de soro sangüíneo em alguma cavidade do corpo ou no tecido celular. É algo semelhante a um edema.
    7 Província do Brasil situada entre as atuais regiões do Amazonas e de Roraima. Sua fundação reporta-se a instalação do Forte do Presépio (1616), fruto da preocupação da coroa portuguesa em evitar a penetração  de corsários, sobretudo franceses, em seus domínios pelo rio Amazonas. Esse forte deu origem a cidade de Belém, capital do atual Estado do Pará. Foi através dessa província que, na década de 1720, foi introduzido o café no Brasil.
    8 D. Rodrigo Domingos de Souza Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, 1º conde de Linhares (1755-1812), era afilhado do marquês de Pombal. Estadista português que exerceu diversos cargos políticos até a sua vinda para o Brasil em 1808 (junto com a corte real), quando foi nomeado ministro da Guerra e dos Negócios Estrangeiros. Considerado “um homem das Luzes”, dentre os seus projetos figurou a idéia de construção de um império luso-brasileiro.  Sob o seu governo, o Brasil adquiriu novos contornos com a anexação da Guiana Francesa (1809) e da Banda Oriental do Uruguai (1811).  Preocupado com o desenvolvimento econômico e cultural, bem como com a defesa do território foi responsável pelo Tratado de Aliança e Comércio com a Inglaterra (1810) e a criação da Real Academia Militar (1810). Sobre sua extensa titulação, destacou-se como: 1º senhor de Paialvo (1789); inspetor geral do Gabinete de História Natural e do Jardim Botânico da Ajuda; inspetor da biblioteca pública de Lisboa; inspetor da junta econômica, administrativa e literária da Impressão régia, da junta dos provimentos de boca do exército; conselheiro de Estado; Grã-Cruz das Ordens de Avis e da Torre-e-espada; ministro da corte de Turim; presidente Real Erário e secretário de Estado da Marinha.
    9 Governador da província do Grão- Pará, entre 1790 e 1803, era irmão de d. Rodrigo de Souza Coutinho.
    10 A palavra ESPECIARIAS é proveniente do termo latim ‘especia’ = substância. Tem o sentido de substâncias raras e caras, usadas em pequenas quantidades, para fins de perfumaria (cosmética), remédio (drogas que curam doenças), e condimento (temperos usados principalmente na técnica de conservação dos alimentos, para disfarçar e/ou suavizar os sabores). Eram, em sua maioria importadas do Oriente e foram um dos fatores importantes no surto e na evolução dos Descobrimentos. A noz-moscada; o gengibre; a canela; o cravo-da-índia; a pimenta (líder absoluta da preferência das importações); e, por algum tempo, o açúcar são alguns exemplos de especiarias apreciadas pelos europeus na Idade Moderna. O açúcar deixa de ser considerado uma especiaria com o início de seu consumo em massa, a partir da monocultura açucareira fomentada pelos portugueses.  Data desta época a expressão “caro como pimenta”.
    11 Produto oriental utilizado amplamente pelos chineses e indicado como condimento, remédio, adorno culinário, perfumes especiais e incensos aromáticos. No século XVI, os portugueses dominaram o comércio do cravo-da-índia, aumentando seu valor no mercado internacional. Apenas no século XIX, a França venceu definitivamente este monopólio, pois a planta já era cultivada em grande escala em muitas regiões tropicais. No Brasil, o cravo-da-índia é cultivado em regiões quentes.
    12 No período colonial, o plantio foi por muito tempo proibido no Brasil, para não concorrer com o Oriente. Utilizada em paus ou moída é proveniente da casca de uma planta natural do Ceilão. De gosto adocicado, a canela era empregada na culinária, fazendo parte, ainda hoje, da cozinha lusa  no preparo de doces e mingaus. Possui também propriedades medicinais. Algumas espécies brasileiras fornecem madeira de lei.
    13 Produto “raro e caro” no mercado, a pimenta era líder do comércio oriental das especiarias, devido às condições alimentares da época. São várias as espécies de pimentas existentes, tais como a malagueta, a pimenta-de-cheiro, dedo-de-moça, cambuci e a cumari. A pimenta de caiena é de uma espécie muito picante, derivada das malaguetas secas de um pimento vermelho. Usadas com moderação, as pimentas possuem funções medicinais tais como ativar a digestão e o metabolismo, e servem sobretudo para realçar e dar sabor aos alimentos. De um modo geral, as pimentas têm boas doses de vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo e ferro.
    14 A casca preciosa (Aniba canelilla.) é proveniente de uma árvore que chega a alcançar 25m de altura. Sua casca é aromática com cheiro de canela e rosa, possuindo sabor adocicado e cor acinzentada. É uma árvore comum na Amazônia e tinha também uma aplicação medicinal, sendo utilizada nos tratamentos de diarréia, diminuição de memória, catarro crônico, hidropisia, gota, sífilis e “debilidade do sistema nervoso por abusos venéreos”.
    15 Trata-se da castanheira, árvore de grande porte, produtora de frutas comestíveis (castanhas) e preciosas madeiras. Era utilizado na alimentação dos homens e dos animais, atuando como o “pão” dos mais desfavorecidos, gerando a expectativa, desempenhasse um  papel similar  ao da batata.
    16 Considerado uma espécie de sal vegetal, retirado de fontes variadas tais como da calda das canas doces e da beterraba. A produção açucareira foi para o governo português uma das maiores fontes de lucro comercial durante os séculos XVII e XVIII. O desenvolvimento das técnicas de plantio nas Antilhas, e posteriormente no Brasil, além de vigorar a economia lusa, também aumentou o consumo do produto, que deixou de ser uma “substância cara e rara”, ou seja, especiaria.
    17 Arbusto de cujas folhas se obtinha uma tintura altamente cobiçada pela indústria têxtil da época. 
    18 Theobroma cacao - espécie nativa da floresta tropical úmida americana, encontrado inicialmente nas nascentes dos rios Amazonas e Orinoco. Em 1746, as sementes de cacau foram levadas para Bahia e doadas a Antonio Dias Ribeiro. Ali, ele iniciou um cultivo agrícola, que se tornou muito importante para a economia da região, devido ao gosto pelos produtos culinários de suas sementes. Entre o mais famoso figura o chocolate, proveniente da prensagem, moedura e mistura a outros ingredientes, como o leite e o açúcar.
    19 Planta da família das rubiáceas, nativa das montanhas etíopes, onde era consumido em pasta. Na Árabia do Sul,  foi introduzido o costume de se torrar os grãos do café e acrescentar água fervente ao pó,  produzindo assim uma bebida quente. Sua importância na economia portuguesa encontra-se pelo gosto ocidental de consumo desta bebida. No Brasil, esta cultura teria sido introduzida por Francisco de Melo Palheta, após sua expedição à Guiana na década de 1720. Desenvolvido inicialmente com importância secundária, tem seu auge no século XIX, movimentando até setenta por cento do volume de exportações do Império Brasileiro.
    20 O gengibre era um condimento bastante valorizado, dado suas propriedades picantes e apimentadas. Foi amplamente utilizado pelos indianos e orientais e, posteriormente, na culinária inglesa. Possui, além de suas qualidades culinárias, propriedades medicinais, sendo utilizado no tratamento de resfriado, dores de garganta, e no aquecimento corporal em casos de hipotermia.
    21 Planta originária do Brasil, também pode ser encontrada em demais regiões da América do Sul. Condimento e remédio, as raízes desta planta são referidas como anti-reumáticas, sudoríferas, em afecções da pele e no tratamento da gota. Exerce ainda ação estimulante sobre a digestão e o metabolismo em geral. Além disso, possui propriedades diuréticas, sendo um excelente depurativo do sangue.
    22 Condimento derivado das vagens de uma orquídea de origem mexicana. São os cristais brancos desta planta, que se agarram à vagem, que lhe dão o sabor e aroma. Produto raro e caro, era bastante apreciado na época, em função do sabor doce e agradável que a baunilha dava aos alimentos.

    Sugestões de uso em sala de aula:
    Utilização(ões) possível(is):
    - No eixo temático do ensino fundamental do 3º Ciclo “História das relações sociais da cultura e do trabalho”
    - Ao trabalhar o tema transversal “meio ambiente”

    Ao tratar dos seguintes conteúdos:
    - A Sociedade colonial: culturas naturais
    - Economia colonial
    - Brasil colonial: riquezas naturais e seu comércio 

    Catálogo de Gêneros

    Catálogo de gêneros naturais do Brasil, e de outras colônias portuguesas, ainda não comercializados pelo reino. Relaciona  gêneros existentes nos três chamados reinos da natureza, indicando plantas medicinais e óleos. O documento avalia a importância destes produtos para o comércio exportador. 

    Conjunto documental: Secretaria do Estado do Ministério do Reino
    Notação: Caixa 731, pct. 02
    Datas-limite: 1755-1863
    Título do fundo ou coleção: Negócios de Portugal
    Código do fundo: 59
    Argumento de pesquisa: História natural
    Data do documento:  s.d.
    Local: s.l.
    Folhas: documento 27 

    Leia esse documento na íntegra

    Catálogo de gêneros do Brasil e demais colônias portuguesas que ainda não estão no ordinário comércio.
    Os marcados * são os que não precisam maior que ou nenhuma preparação exterior.

    Reino Animal
    + Cochonila1 – Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais. Climatizada neste real Jardim Botânico2 defendendo o inseto da chuva e se poderia climatizar no reino de Algarve3.
    Sendo vice-rei do Rio de Janeiro o marquês do Lavradio4 se descobriu melhor este tão útil inseto, e naquele tempo, e no do senhor Luis de Vasconcellos se introduziram algumas arrobas no comércio.

    Reino Vegetal (...)
    Para tinturaria (...)
    Na coleção de mil amostras de madeiras a maior parte do Brasil, que se conserva neste real museu, além de construção, existem muitas para tinturaria, sem computar o pau-brasil5 e brazilete6.

    * Casca de arariba que tinge em encarnado
    * Gabão - pau que dá tinta encarnada fixa diferente da da Ilha de São Tomé.
    * Curujuru – fecula encarnada, ou anil encarnado. Observou no Rio Branco o desembargador Francisco de Sampaio, que os índios o extraem das folhas de uma árvore por meio da fermentação. Pará7, Rio da Madeira, Branco.

    Aromas
    * Pimenta8- Pará
    * Gengibre9 – Brasil
    Óleos, Balsamos, Resinas, Gomas
    * Óleo extraído das sementes de algodão10
    * Óleo extraído das sementes de mamona11
    * Óleo extraído das sementes do fruto de Dendê12
    * Goma de caju serve de grude e defende da traça e outros insetos os papéis encadernados com esta
    goma e serve para fábricas de xitas.

    Reino Mineral
    * Argila13 porcelana – Rio de Janeiro
    * Pedra para panelas, e outros utensílios trabalhados ao torno – Minas Gerais
    * Salitre, Nitro Nativo em várias partes do Brasil
    Aproveitando-se pois do ouro14, que em abundância há nas terras vedadas diamantinas, e em muitas outras partes do Brasil, que ainda não foram mineradas, nem procuradas as suas betas, ou veios, nem também aqueles dos diamantes no serro do frio, e aproveitando-se da Platina de Minas Gerais15, Goyases16, Jacobina17 e extraindo as ricas minas de ferro, e aquele piriticoso que contém ouro nas Minas Gerais, de cobre, donde se acha a preciosa malaquite18 (que se recolhe em abundância no Reino de Angola19 de chumbo, bismuto, riquíssima minas de cobalto das Minas Gerais, antimonio, mercúrio. Imensas riquezas somente o Brasil subministrará.
    Entre os indicados gêneros huns: (...)
    3º As minas de metais precisam de Metalúrgicos alemães práticos para a escavação, fundição e purificação. (...)
    2º Para estes gêneros que não necessitam alguma preparação se deveria instruir os colonos, com a obra que publicou dr. José Mariano Velloso20 chamada fazendeiro do Brasil, da qual saíram cinco tomos, e outras memórias, ou folhetos instrutivos para os lavradores."

    1 Inseto da família dos coccídeos, a cochonilha vive numa planta chamada nopal, típica da região do atual México.  O nopal era cultivado para a criação do inseto, cuja intenção era a obtenção de uma substância corante vermelha produzida pelas fêmeas.  Esse corante natural, também chamado cochonilha, é utilizado ainda hoje.
    2 Em 1796, foi criado o primeiro jardim botânico na colônia, instalado em Belém na capitania do Pará, seu nome era horto público de São José.  Criado para servir de modelo “a todos os outros que  viessem a se constituir na América Portuguesa”, o jardim botânico destinava-se ao cultivo e adaptação de árvores exóticas e plantas medicinais indígenas, obedecendo à perspectiva utilitarista da Ilustração luso-brasileira que visava à exploração das potencialidades da colônia. A partir da vinda da corte para o Brasil (1808), houve um incentivo a criação deste tipo de estabelecimento, entre os quais pode-se citar o Horto Real, no Rio de Janeiro, em 1810 e o real jardim de plantas de Olinda.
    3 Província situada ao Sul de Portugal. Foi um antigo reino mouro até a expulsão destes por d. Afonso III. Está estreitamente ligada à história dos descobrimentos em função da atuação do promontório de Sagres, criado pelo infante d. Henrique (1394-1460) por volta de 1417. Na chamada Escola de Sagres,  reuniam-se diversos fidalgos para a discussão de assuntos concernentes às expedições ultramarinas.
    D. Afonso III, “o bolonhês” (1210-1279), foi o segundo filho de d. Afonso II. Realizou-se no seu reinado deu-se a conquista definitiva do Algarve, além das seguintes realizações: união do reino dividido de Portugal; transferência da capital de Coimbra para Lisboa, fortificando-a com a edificação de torres; convocação das Cortes em Leiria nas quais participaram pela primeira vez em Portugal os representantes das municipalidades. Embora casado com Matilde de Bolonha, casou-se também com Beatriz, filha ilegítima de Afonso X de Castela. Sua bigamia resultou em uma disputa com a Santa Sé, na qual foi declarado interdicto. Posteriormente, seu casamento bígamo foi reconhecido e legalizado em 1263, sendo seu filho primogênito Dinis reconhecido como herdeiro.
    4 O documento se refere a d. Luís de Almeida Portugal e Mascarenhas, 5.º conde de Avintes e 2.º marquês do Lavradio (1729-1790). Era filho do 1.º marquês do mesmo titulo, d. António de Almeida Soares e Portugal. Foi o 11.º vice-rei do Brasil, o segundo que governou a colônia portuguesa depois que a sede do governo se transferiu para o Rio de Janeiro em 1763 e nomeado vice-rei do Brasil em 1769, durando o seu governo 10 anos. Data desse período o regulamento, do distrito diamantino, feito pelo marquês de Pombal, em 10 de Julho de 1771, é uma evidência do rigor das fiscalizações.  Em 1779, dois anos depois do falecimento de el-rei d. José, o marquês do Lavradio deixou o governo do Brasil, sendo substituído por Luís de Vasconcelos e Sousa.
    5 Madeira brasileira que se extrai um corante vermelho, pigmento bastante valorizado na Europa no século XVI. Por ser uma pigmento difícil de se extrair, a cor vermelha era, na época, associada a realeza. Representou o primeiro grande produto de exportação do Brasil, sendo explorado de 1500 a 1530 com exclusividade nas terras brasileiras. 
    6 Madeira brasileira que se pode extrair corante vermelho, mas de cor pálida e de textura fina.
    7 Situado entre as atuais regiões do Amazonas e de Roraima. Sua fundação reporta-se à instalação do Forte do Presépio (1616), fruto da preocupação da coroa portuguesa em evitar a penetração  de corsários, sobretudo franceses, em seus domínios pelo rio Amazonas. Esse forte deu origem a cidade de Belém, capital do atual Estado do Pará. Foi através dessa província que, na década de 1720, foi introduzido o café no Brasil. Anos mais tarde, em 1796, ocorreu a criação do primeiro jardim botânico da colônia, instalado em Belém.
    8 Produto “raro e caro” no mercado, a pimenta era líder do comércio oriental das especiarias, devido às condições alimentares da época. São várias as espécies de pimentas existentes, tais como a malagueta, a pimenta-de-cheiro, dedo-de-moça, cambuci e a cumari. A pimenta de caiena é de uma espécie muito picante, derivada das malaguetas secas de um pimento vermelho. Usadas com moderação, as pimentas possuem funções medicinais tais como ativar a digestão e o metabolismo, e servem sobretudo para realçar e dar sabor aos alimentos. De um modo geral, as pimentas têm boas doses de vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo e ferro.
    9 O gengibre era um condimento bastante valorizado, dadas as suas propriedades picantes e apimentadas. Foi amplamente utilizado pelos indianos e orientais e, posteriormente, na culinária inglesa. Possui, além de suas qualidades culinárias, propriedades medicinais.
    10 Conjunto de fibras que envolve a semente do algodoeiro, que é uma planta de clima mais seco e de chuvas regulares, por isso mesmo típicas de regiões mais afastadas do litoral.  Também dá nome ao tecido fabricado com suas fibras.  O algodão foi um  produto secundário, porém relevante no comércio ultramarino português. Há relatos desde o século XVII, de que as roupas dos escravos eram feitas deste material. No século XVIII, houve um aumento do consumo britânico do algodão, impulsionando a produção deste nas colônias portuguesas, interessadas no lucro comercial.  A concorrência do algodão produzido nas Treze Colônias Americanas,  de menor custo e de maior qualidade, levou à decadência da produção algodoeira no Brasil.
    11 Gênero de planta da família das euforbiáceas  com o qual se fabrica um óleo purgativo, vulgarmente conhecido como óleo de rícino.
    12 Óleo extraído da polpa do fruto do dendezeiro, com largo emprego como tempero.
    13 Substância formada, principalmente, de sílica, alumina e água, fácil de modelar. Foi muito empregada na feitura de potes e outros utensílios doméstico, como também na construção de casas, a partir de tijolos e telhas desse material.
    14 Metal precioso extremamente valorizado dentro das práticas mercantilistas, sua descoberta em terras brasileiras em meados do século XVII, impulsionou o processo de interiorização e povoamento das regiões das minas. É um produto que simboliza o luxo e a riqueza e devido ao seu valor é utilizado como lastro nas economias em diversos países.
    15 Região inicialmente explorada no século XVII, em função da descoberta de ouro  pelos bandeirantes paulistas. Como resultado dessas explorações, a região das Minas Gerais teve uma intenso e acelerado povoamento. O crescimento da produção das lavras ocasionou uma maior fiscalização da Coroa, gerando inúmeros conflitos pelo direito de exploração das minas. Após um período de enriquecimento e esplendor, o final do século XVIII marca um esgotamento econômico. Este período de crise levou ao surgimento de movimentos favoráveis à independência, vista como solução para o término das pesadas tributações da Coroa Portuguesa. O principal conflito foi a  Inconfidência Mineira.
    16 Apesar de ser uma região conhecida desde o século XVI, seu processo de colonização apenas iniciou-se no final do século XVII, a partir das descobertas de minas de ouro por bandeirantes paulistas, com destaque para Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, considerado o descobridor de Goiás. Tem como legado cultural deste período o intenso contato entre índios nativos e negros, trazidos para a exploração das minas. Entre as cidades que mais se desenvolveram nete período do Ciclo do ouro destacam-se: Corumbá, pirenópolis e Vila Boa.
    17 Palavra de origem indígena que significa “campo aberto” ou campo desprovido de vegetação era uma região localizada no Nordeste Baiano, no chamado Polígono das Secas. Região intensamente explorada em função das minas de ouro, prata, pedras preciosas e salitre descobertas por bandeirantes paulistas e portugueses no século XVII. Belchior Dias Moréya - o "Muribeca", neto de Caramuru, é considerado o descobridor destas terras.
    18 Pode-se estar referindo a malaquita,  uma pedra de belo verde vivo que se pode cinzelar e polir para diversos fins como jóias e outros tipos de adornos.
    19 Localiza-se na região Oeste do Sul de África. Durante o século XVI os portugueses, chegaram ao reino de Ngola ao qual chamaram Angola. Entre 1605 e 1641, os portugueses fizeram grandes campanhas militares de modo a conquistar o interior. A troca de escravos tornou-se o maior negócio dos portugueses e dos africanos.
    20 José Mariano da Conceição Veloso (1742-1811), conhecido como Frei Veloso. Frade franciscano e naturalista brasileiro, dedicou-se à botânica, contando com o apoio do vice-rei Luís de Vasconcelos para as suas pesquisas. Membro da Academia Real das Ciências de Lisboa,  foi o autor do importante trabalho Flora Fluminse (1790), no qual classificou numerosas espécies vegetais, constituindo cerca de onze volumes, cujas estampas, com definições cientificas escritas, foram feitas pelo frei Anastácio de Santo Inês. Primo de Tiradentes, parece ter influenciado nos conhecimentos do alferes sobre plantas medicinais e suas aplicações curativas, que lhe deram fama no Rio de Janeiro.

    Sugestões de uso em sala de aula:
    Utilização(ões) possível(is):
    - No eixo temático do ensino fundamental do 3º Ciclo “História das relações sociais da cultura e do trabalho”
    - Ao trabalhar o tema transversal “meio ambiente”  

    Ao tratar dos seguintes conteúdos:
    - A sociedade colonial: culturas naturais
    - Economia colonial
    - Brasil colonial: riquezas naturais 
    - Negócios ultramarinos

  • CALAFATE, P. A idéia de natureza no século XVIII em Portugal. Lisboa: Imprensa Nacional - Casa da Moeda, 1994.

    CARVALHO, R. A história natural em Portugal no século XVIII. Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 1987

    DEAN, W. A ferro e fogo: a história e a devastação da mata atlântica brasileira. São Paulo: Companhia das Letras, 1996.

    DIAS, Mª. O. S. Aspectos da Ilustração no Brasil. Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Rio de Janeiro, v. 278, 1969.

    DOMINGUES, Â. As remessas das expedições científicas no norte brasileiro na segunda metade do século XVIII. In: Brasil, nas vésperas do mundo moderno. Lisboa: Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses.

    HAZARD, P. O pensamento europeu no século XVIII. Lisboa: Presença, 1989.

    MUNTEAL FILHO, O. Política e natureza no reformismo ilustrado de d. Rodrigo de Souza Coutinho. In: PRADO, Maria Emília (org.). O Estado como vocação: idéias e práticas políticas no Brasil oitocentista. Rio de Janeiro, Access, 1999.

    RAMINELLI, R. Ciência e colonização - Viagem Filosófica de Alexandre Rodrigues Ferreira. Tempo, nº 6. Disponível em http://gladiator.historia.uff.br/tempo/textos/artg6-10.PDF

    REIS, A. C. F. A viagem filosófica e as expedições científicas na Ibero-América no século XVIII. In: Cultura, Rio de Janeiro, n° 5, 1962.

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